Respira-me outra vez


Respira-me outra vez
02h da manhã. Acordada. Às voltas na cama até. Tenho saudades tuas. Faz duas semanas que não te vejo, que não sinto o inebriante aroma da tua pele, nem sinto o calor desse teu corpo que me incendeia por dentro, objecto do meu desejo…
Fecho os olhos. Decido mergulhar numa de muitas deliciosas lembranças que a dois vivemos. Escolho aquela em que os teus olhos falavam alto. Gritavam até. Ao mesmo tempo que a tua boca calava entre morder dos lábios, o que os teus olhos audivelmente afirmavam: “Quero-te. Nem mais um segundo suporto apenas olhar-te. Quero provar-te. Ter-te nos meus braços. Respirar-te.”
E beijaste-me de rompante. Com a tua mão no meu pescoço. Respiraste-me mesmo. Perdi o fôlego. E perdi-me em ti. Saboreei as tuas mãos pelo meu corpo e cada beijo que com elas imediatamente se seguia, antecipando o êxtase, que tão perfeitamente se conjuga.
Adormeci. Não saíste mais dos meus sonhos. Inevitavelmente, deliciosamente, desesperadamente.

E de manhã acordei, ainda mais revoltada com a maldosa saudade que caprichosamente se apodera de ti. De birra com o dia, decido levantar-me e recebo um “olá, como estás?” no telemóvel. Sorrio embevecida. Terás sonhado comigo também?…

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