Ouvi a tua voz


Ouvi a tua voz. Ouvi mesmo proferires o meu nome, seguido de uma dura frase, que incluía desilusão e tristeza. Não… não digas!! Não quero ouvir de novo!! Conheço dolorosamente o desfecho das palavras que vais dizer. Não lutei. Fui fraca. Não acreditei. Ao primeiro indício de tempestade, fugi para me abrigar, ao invés de enfrentar a tormenta e correr para te abraçar…
E ali fiquei, escutando a tua voz carregada de desapontamento e incredulidade, enquanto a tempestade se afastava e tu com ela desaparecias… Perdi as esperanças. Resignei-me ao novo dia que a tempestade revelava e a todos os outros que se seguiram. Não irias voltar. Não irias perdoar. Não irias acreditar…
Ouvi de novo a tua voz. O meu nome sempre soou a meiguice nos teus lábios. Desejei escutá-la para sempre. Que em mim me acreditasses, que a mim me perdoasses e que para mim voltasses.
E de mansinho me procuraste… de mansinho me falaste… e de novo a tua voz eu ouvi. Mas a dúvida permanece: acreditarás tu em mim? Encontrarás tu perdão para mim? Irás tu querer voltar para mim? E amar? Sim… e amar?..

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