E deitas tudo a perder


E deitas tudo a perder. Como se o que perdes não fosse nada de importante, nada que te faça falta, que te trave o respirar e te arranque qualquer réstia de vida do teu ser. Quantas vezes mais irás partir o meu coração? Quebrá-lo assim, em milhares de pedaços e pisá-los com descuido abismal? Sempre que consigo reuni-los a todos, num puzzle minucioso e carregado de dor, erguendo-me de novo, confiante que não mais se quebrará, apareces tu e deitas tudo a perder. E mais uma vez se quebra. Mais uma vez TU o quebras.

Quantas vezes mais irás partir o meu coração? Não acredito que não penses, em como já tantas vezes o quebraste. E que não sintas a minha falta e não sintas um frio no estômago, como um soco de fúria que te atira ao chão, quando te lembras de mim! Porque sei que te lembras de mim. Mas deitas tudo a perder. Uma vez mais. Outra vez. Vezes demais. Como se o que perdes não fosse nada de importante, nada que te faça falta e te atire ao chão…

E talvez não seja importante, talvez não te faça falta. Talvez só eu mesmo fique atirada ao chão, a apanhar os milhares de pedaços do meu coração. Mas que o soco que de fúria, que te atinge quando sentes a minha falta, te tire o ar, e te recorde que és tu quem deita tudo a perder. E que é o meu coração que quebras. Vezes sem conta.

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