O que é o Amor?


E se eu nunca o encontrar? Ou ele nunca me encontrar a mim e eu ficar deixada para trás? Esquecida, naquele lugar do “quase que foi, mas nunca chegou a ser”… E se tudo o que eu sempre acreditei e sempre procurei, nunca para mim estiver ternamente guardado e apenas jamais aguardando aquele momento delicioso em que o descubra? E se eu, for apenas eu? For a mesma e somente a mesma?
E eu tenho almejado tanto, há tanto tempo… que alguém até mim chegue, a mim me mostre, me desvenda o caminho! Já tentei encontrar, já aguardei pacientemente, já repudiei amargamente, já perdi confusamente… Mas comigo, não permaneceu para a mim então, esperançadamente, pertencer… Haverá quem me possa apontar o rumo e me mostre? Porque eu preciso de saber! Preciso de não mais solitariamente, me indagar porque estou só. Porque não quero mais estar só! Não quero a companhia de demónios e fantasmas que gelidamente me guardam junto de si, aprisionando-me num lugar onde não me proíbem de o descobrir, mas também de mim não se afastam para que o procure…Que alguém me diga então o que é o Amor? Se é o que tanto procuro e não encontro, ou que nunca a mim me encontra e a mim me deixe então esquecida, naquele lugar que não é e nunca chega sequer a ser… Ou que é o que sempre vejo a meu redor docemente chegar e, ternamente permanecer, mantendo longe a agridoce e eterna companhia da solidão, da saudade e da vã esperança, daquilo que nunca ao meu ser irá pertencer?…

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Encostada à parede


Lembro-me de mãos quentes e suaves. A percorrerem atrevida, mas timidamente o meu pescoço. Lembro-me de olhares curtos e fortes, seguindo cada movimento meu. Lembro-me ainda de respirações trémulas, mescladas com engolir em seco e arfar repentino. Mas do que mais detalhadamente se me vive na memória, são paredes… as mesmas que afirmavas gostar de me encostar. Aquelas que ansiaste, vezes sem conta, servirem de palco à gula de beijos e sede de abraços, regados de apertos convictos de que nem o ar entre nós os dois coubesse. Assim. Bem perto. Bem encostada à parede e ao teu corpo, sempre fervente, de temperatura alta, sempre magnânimo e seguro, como um rochedo inabalável. E lembro-me de palavras sussurradas ao ouvido, de centenas de fotografias mentais, tiradas a cada instante em que apenas te olhava, mas que em cada olhar dizias que te desarmava e mais outra foto mental capturavas.

E as mãos… as mãos que ao de leve tocavam, traziam a paciência do desejo que se acumulava e que pelos olhos gritava e na respiração pausada, se ocultava… Enquanto eu, em deleite puro de tanta minúcia tentadora, não mais fazia que olhar-te, mordendo o lábio com ganas de saborear-te, sem noção de que assim te desarmava, enquanto encostada à parede me encontrava… E a mim sem reservas te lançavas, sem pausa, na minha direcção, pois já nada te travava… E é assim que hoje tenho paredes, que se me assomam à memória, que se impõem e permanecem intransponíveis. Porque lhes faltam tu, para nelas me encostares…

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A Viagem


Deixei o meu olhar vagar pela janela. Enquanto aquele comboio segue o seu caminho já tão familiar e repetitivo, eu por norma viajo mais léguas que ele. Nem me lembro das estações a passar. Não vejo gente na azáfama do entra e sai apressado, preencher confusamente as carruagens. De facto só me vejo a mim, ali. Solitária e ridiculamente bem sentada para não ocupar muito espaço, caso alguém decida por perto sentar-se. Como se isso fosse acontecer. Como se alguém do meu lado quisesse permanecer…. e deixei o meu olhar viajar. Durante aqueles instantes de dormência total, em que olhos não pestanejam e tudo olham, mas nada vêem, a minha mente tudo contempla. Ainda que só nesta carruagem vazia em que sigo.

E sinto a paz, o pausar cada vez mais longo do meu respirar, inspirando… expirando… e voando para longe. Sinto mesmo o meu corpo deixar de me pesar e de ser uma âncora que me arrasta e de alguma forma, deixo de fazer parte dele! E sigo. E não preciso de nada ver, só a minha certeza sentir: de que não importa o que faça certo, não importa os erros que cometa, o importante é ter tentado, ter lutado. E não me arrepender por não ter feito.
Mas também sinto medo. A minha pulsação acelera, quase que é visível, a estrondosa força a que o coração bate no meu peito. Tenho medo de voltar, quando aquela viagem de comboio solitária terminar, medo de à minha realidade voltar. E tenho medo, mesmo quando ali a minha mente segue a vagar. Porque a mente tem os seus jogos irónicos que aprecia jogar. E justamente quando mais alto viajo, me sinto cair desamparada, desesperada. Porque a minha mente lembra-me do que me ausento conscientemente. Lembra-me a realidade da qual insisto ocultar e ignorar no mais profundo do meu ser. Aquela que justamente me faz olhar pela janela, e deixar nela vagar o que os meus olhos contemplam… A realidade que tão simplesmente me diz que por mais que tente, por mais que o meu olhar vagueie alto e sem rumo, vive presa aqui. A mim, ao lugar onde ridiculamente bem sentada no meu lugar, sigo a minha viagem. E de nada serve voar bem alto em pensamento e tudo contemplar deliciada, se o coração está onde o que mais precisa, é exactamente o que não tem…

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O Relógio


É como se me faltasse algo, mas não me sentisse incompleta. Como se me faltasse o ar que preciso para viver, de cada vez que respiro uma golfada profunda. É como se estivesse a cair desamparada, sem sequer sair do chão. Como se o meu nome alguém desesperadamente chamasse e no momento em que me volto para ver, ninguém estivesse por perto para me falar.
Tic tac, tic tac, tic tac. E o relógio com escárnio zomba de mim, pendurado naquela parede, como um abutre, pacientemente aguardando o momento em que me rendo à loucura e desisto de lutar, desisto de tentar, vencida pelo cansaço, tomada por aquela repetição constante de uma hora atrás da outra, dias a fio: Tic tac, tic tac, tic tac. Porque ele conhece bem esta minha vivência inconstante, desta falta de algo que desconheço precisar ter; deste ar que me foge, quando dele inspiro por completo; desta queda livre em pleno solo seguro; deste chamamento desesperado, a ninguém reclamado. Ele sabe que foi desde que partiste, ou que de ti parti eu, pois já não me lembro quem se ausentou de quem, que toda a minha vivência se tornou assim: uma projecção de um filme ao qual assisto sem dele fazer parte. Escrevo o argumento, dirijo a cena, mas não faço parte do elenco uni existencial, que dele é composto.
E lembro-me que já mais personagens existiram noutros filmes antes projectados. Já outros argumentos brilhantemente foram escritos e, majestosamente representados. Mas não me recordo se deles ri ou se chorei, se era completamente preenchida, ou solitariamente esquecida. E no entanto persistem. As memórias de canções profundamente ouvidas; de risos e sorrisos, mais que partilhados, na essência impregnados. De olhares silenciosos audivelmente ternos. E de palavras. Muitas palavras. Que nos secavam a boca até que beijos molhados as calassem.
As memórias persistem, nesses filmes antes projectados, mas que na demência que agora subsisto, me rendo à loucura, me rendo ao escárnio que aquele relógio pendurado na parede, teima em manter vivo. Rendo-me à evidência de que no momento em partiste, ou que de ti parti eu, ter sido o momento em que perdi a capacidade de sentir Amor….

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Imperfeitamente perfeita para ti


Posso não ser tudo o que desejas. Posso não ser tudo o que sonhas. Posso mesmo até ser uma repetição de erros e falhas básicas, abrilhantadas por uma intolerável tendência para te fazer faltar a paciência, para tamanha infantilidade e incómodo desligamento da realidade. Posso não ser nem um pouco interessante para ti, e ser até desgastante, na minha constante vitalidade e contagiante energia pura. Posso até ser claramente reprovável por correr quando podia andar e mil coisas querer viver, sem deixar que a vida primeiro me diga o que dela fazer.
Posso não te dar a paz e a serenidade que tanto almejas. Posso mesmo não ser o que mais queres para ti. E quem sabe até, nem ser o que entendes que precisas.

Mas sou quem te ama. Sou quem te aceita não só pelo que és, mas pelo que até tu abominas ser. Sou quem te quer, mesmo quando tu nem sabes o que realmente desejas querer. Mesmo que eu até valha pouco. Mesmo que tudo o que sou, seja tão errado e reprovável para ti, como a certeza de cada nascer do sol. Mesmo que de mim te distancies, certo que de mim nada exista que te complete. Mesmo que o amor que acreditaste dentro de ti viver, não mais tenha lugar.
Continuarei a amar-te. Doloridamente. Tristemente. Esperançosamente. Pelo dia em que percebas que nem sempre temos o que queremos, mas temos sim o que realmente precisamos…

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Odeio silêncios


Odeio silêncios. Sejam daqueles em que há algo que se precisa falar, mas as palavras são poderosamente abafadas por um estranho e doloroso nó na garganta, que impiedoso, desencadeia uma avalanche de mal entendidos mudos e gelados, separando tudo que por ela passa. Ou ainda daqueles silêncios que precedem uma tal devastadora tempestade de críticas e erros fatais, acometidos a algo existido num momento passado, errado e infeliz, mas que perpetuam até ao instante em que o silêncio termina.
É que esses silêncios ensurdecem, ecoam fundo e ferem os ouvidos. Muito mais que gritos e palavras cruéis. São de uma frequência dolorosa e certeiramente eficaz, bem no centro de tudo o que dói: na alma… porque até podem ser boas as intenções de se calar a voz e dar lugar à doce bênção da ignorância, ou ao espaço precioso que só o tempo consegue transformar generosamente em reflexão, mas dói. E faz eco de cada vez que se repete cá dentro.

E no entanto, há de facto algo entre nós. Não posso afirmar que não. Há este silêncio que cai sobre nós. Há este abismo que se forma entre nós. Palavras que ficam por dizer, palpitam a cada pulsar nas veias, quase ouvidas em cada golfada de ar profundamente inspirado. Mas morrem sem força. Vencidas pelo cansaço de um silêncio tumular que sobre elas exerce domínio declarado. E depois então dói. Talvez doa mais a quem tanto ama as palavras e delas queira sempre tornar suas. Mas dói. Como uma orfandade de algo que tão inato é no ser humano: a necessidade de se comunicar, de falar.
Por isso odeio silêncios. Porque me sinto órfã…. a dobrar…

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E quando te perdes?


E quando te perdes? Não quando te perdes em alguém, pela profunda e sentida troca de essências, que te completa e te preenche, formando um todo de um só, em duas pessoas. Não é dessa perda disfarçada de encontro mútuo que falo. É quando te perdes em ti mesmo. Quando deixas de ter a certeza se a luz está acesa ou apagada, e na verdade, nem candeeiro existe… e tu nem reparas que sempre esteve escuro, pois a claridade nunca chegou a entrar para te mostrar a diferença. Ou se entrou, já era tão grande a perca em ti mesmo, que nem apenas um raio de luz, foi capaz de encandear os teus olhos outrora sensíveis a tudo o que te rodeava.

Então, e quando te perdes em ti próprio? Quando já não sabes ser quem sempre foste e pior que isso, não tens a certeza se alguma vez chegaste a ser tu mesmo, pois já tanta vez, te tentaram ajudar a te encontrares, que sentes que te transformaste num aglomerado de ideias, incentivos e certezas de muitos, menos a tua, que quando julgas tentar conseguir ser quem realmente és, hesitas. E perdes-te de novo. E precisas de encontrar-te. Mas como encontrar algo que nem se chega a entender que se perdeu? Como aprender a ser si, em si mesmo, se nunca a sua própria existência, numa realidade concreta se assumiu? É quando te sentes só, tudo te faz falta, porque na realidade o que te falta és tu mesmo. E tudo o resto é uma salvação, esquecendo que TU existes e na realidade, de facto abandonado… por ti mesmo!

Abraça pois o egoísmo, deixa entrar o narcisismo e começa apenas por entender que a única maneira de se encontrar algo que não se sabe que se perdeu, é procurar no que já se tem e não no que se julga precisar ter…

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Mulheres que amam demais


Acho que sou daquelas mulheres que amam demais. Ou então sou tão notoriamente carente, que até causo enfado, a quem de mim se aproxima um pouco mais. Talvez o problema até seja esta minha mania de ser honesta demais com o que sinto, deixando transparecer, sem reservas o turbilhão que vai dentro de mim quando me apaixono, de peito aberto e coração ao alto. E não aprendo. Das duas uma: ou sou declaradamente lenta de compreensão, ou a diminuta experiência no amor, faz-me agir sempre de forma igual e com facturas bem altas para o meu crédito emocional inexistente, tentar pagar.
Portanto e em suma, ou amo demais ou sou carente demais e, para enriquecer este perfil tão “rude”, ainda ou sou ridiculamente “lentinha” ou então vivi debaixo de uma pedra a vida toda. É que em boa verdade se diga, a expressão “tu não existes!”, que já tantas vezes ouvi em distintos contextos, é na volta bem mais acertada que julgaria. Não existo mesmo. Devo viver num eterno conto de fadas, que a Disney tão épica e grandiosamente abrilhanta com melodias fabulosas e que garante, que se fizermos o que o nosso coração nos diz, somos inteiramente felizes. Não entra é nessa afirmação de identidade, a realidade de que ao alegremente se ser fiel a nós próprios, nos esquecemos que o mundo que nos rodeia é mais preenchido com aqueles que guardam para si o que sentem, do que aqueles que corajosamente os demonstram sem entraves.

E eu sou desses inglórios espécimes, que nadam contra a maré, mas que de facto se cansam ainda mais que os outros e, que acaba por exausta e sem ânimo, se deixar seguir na corrente, observando que se ali também veio parar, de nada serviu o esforço de ter nadado vigorosamente. E no entanto, é inútil.
Sei que vou continuar a não conseguir calar a meiguice e doçura que o meu coração transborda. Sei que vou continuar a ser talvez mais uma mulher que ama demais, ou que é notoriamente carente. E como lenta de compreensão já sei que sou, então que em tudo isto, pelo meio passo eu a ganhar a tal experiência no amor que ainda é diminuta e saiba um dia, também eu, ser como os outros e guardar para mim o que sinto. Até lá, vou nadando contra a corrente… ao menos mantenho-me resistente…

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Quero que me conheças por inteiro


Quero que me conheças por inteiro. Que não haja virgula ou reticência mal explicada que fique por escrever. Quero que não seja pelo lado doce e meigo que formulas o esboço do que sou e sim pelo lado mais obscuro e que cada um de nós se esforça para manter eufemisado, por entre subterfúgios involuntários de delicadeza genuína, mas mascarada. Decido portanto que não haverá véu delicado que a minha essência cubra com colorido disfarce.
Por isso quero que saibas que sou teimosa, não impertinente e obtusa que a nada dá ouvidos, mas convicta com todas as forças do quanto te amo. E que não desisto facilmente. A tenacidade corre-me nas veias e se decidi que a ti te acompanho, a menos que não mais a minha presença a ti te falte como o ar que respiras, correrei à velocidade do vento, subirei a montanha mais íngreme e cairei do penhasco mais alto, se assim de mim o necessitares.
Mas quero que saibas que sou também impulsiva. Penso muito é verdade, mas por norma, primeiro faço e depois sim penso. E eu sei que nem sempre é bom que o ímpeto vença a racionalidade, mas tenho a estranha convicção de que se em nós reside sempre um animal, primário, moldado aos maneirismos dos seres humanos, então prefiro seguir o que esse instinto primário me diz para fazer, ao invés de o calar com a racionalidade do que é previsivelmente ditado por regras. E o meu diz-me que te devo seguir. Que em ti eu pertenço e que o som da tua voz basta, para o meu espírito naturalmente agitado serenar e de passada lenta e deliciosa, saborear cada brisa que o vento traz, cada raio de sol que beija a minha pele, só porque caminho ao compasso doce do som da tua voz.

Também quero que saibas que sou inquieta. Silenciosamente inquieta. Atormentada por dúvidas, convivendo com fantasmas de feridas nunca saradas e dolorosamente repetidas, como uma espiral infinita… E que por isso me atropelo a mim mesma, na ânsia de finalmente ser tudo o que nunca consegui ser, misturada com a doçura que me fazes sentir, com apenas um olhar meigo e terno pousado em mim. Porque me mostras o rumo, me falas do que há no fim da estrada, desviando-me da indecisão, afastando-me da incerteza. Afirmando que não é na ânsia de tentar fazer certo, que reside o saborear do prazer de chegar ao fim do trilho e sim no deleite da caminhada, a dois bucolicamente partilhada, que sara enfim feridas abertas e sossega a inquietude silenciosa.

E assim, quero que me conheças, na minha grandiosa imperfeição, em toda a sua totalidade, sem eufemismos polidos, mas repleta de uma certeza inabalável: aquilo que sinto por ti!

 

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E se fosse proibído abraçar?


Imagina por um instante, se fosse proibido abraçar. Imagina primeiro, aquele momento em que o meu rosto se aninha no teu peito, em indiscutível lugar para ele talhado, enquanto as nossas mãos se unem firmes como raízes a uma rocha e os nossos braços se prendem um no outro, movendo-se sincronizadamente compassados. E se de um momento para o outro, tudo isso nos fosse retirado? Não mais pudéssemos disfrutar do que a nós nos pertence por direito incontestável: a expressão física do amor que nos une num só, mesmo com tudo o que nos distingue um do outro.
Como farias para, não podendo tomar-me nos braços, apaziguares essa tempestade que aí dentro silenciosa, mas espetacularmente sonante, lentamente se criava? Tocavas-me com os olhos? Desejavas que cada olhar em mim demorado, fosse igualmente poderoso como a tua mão na minha pele, provocando arrepio quente a cada toque ao de leve saboreado? Diz-me, abraçavas-me com o teu olhar? Como farias tu para colmatar a falta que o meu rosto te ia fazer no peito, perfeitamente cinzelado para ele?

E eu? Já pensaste como te retribuiria eu, cada olhar teu em mim demorado, abraçando-me sem me tocar? Demoraria uma eternidade com os olhos pousados em ti, percorria cada milímetro da tua pele, quase sentindo o calor dos teus braços em mim, abraçando-te forte, saboreando-te docemente, a cada pestanejar lento e pausado que demorava em ti. E sorria para ti, como tantas vezes agora sorrio, assegurando-te que não seria a proibição daquilo que tão inato e sublime é em nós, que nos iria impedir de alguma forma, de o sentir, vivenciar.
E em última análise, quebravam-se as regras, pois foi para isso que elas foram criadas e abraçávamo-nos forte!

 

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